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Jo 20
O primeiro encontro entre Jesus ressuscitado e seus discípulos é marcado pela saudação feita por ele: “A paz esteja com vocês!” Por duas vezes Jesus deseja a paz a seus amigos. Esta saudação é muito comum entre os judeus e na Bíblia. Ela aparece quando surge um mensageiro da parte de Deus (Jz 6,23; Tb 12,17). Logo em seguida, Jesus os envia em missão, soprando sobre eles o Espírito. Paz, Missão e Espírito” Os três estão juntos. Afinal, construir a paz é a missão dos discípulos e das discípulas de Jesus (Mt 10,13; Lc 10,5). O Reino de Deus, pregado e realizado por Jesus e continuado pelas comunidades animadas pelo Espírito, manifesta-se na paz (Lc 1,79; 2,14). O Evangelho de João mostra que a paz, para ser verdadeira, deve ser a paz trazida por Jesus (Jo 14,27). Uma paz diferente da paz construída pelo império romano… continue lendo A paz esteja com vocês

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ramos
“Contam que uma vez num grande encontro, Dom Helder se dirigiu à madre Teresa e lhe perguntou: “O que a senhora faz para que momentos assim não a deixem vaidosa?”
E ela, com naturalidade, respondeu ao prelado: “Muito simples: lembro-me do Domingo de Ramos e digo a Jesus: “Tu é que estás entrando aqui e sendo aclamado. Eu não passo do jumentinho que te carrega!”
Resposta que induz à reflexão durante a Semana Maior”.
Ao que parece, ninguém esperava o Messias Servo, anunciado pelo profeta Isaías (Is 42,1; 49,3; 52, 3). Eles não se lembraram de valorizar a esperança messiânica como serviço do povo de Deus à humanidade. Cada um, conforme os seus próprios interesses e conforme a sua classe social, aguardava o Messias, livrinho na mão, querendo encaixá-lo na sua própria esperança. Por isso, o título Messias, dependendo da pessoa ou da posição social, podia significar coisas bem diferentes. Continue lendo Jesus, o empregado de todos, montado num animal de carga

Jo 8
Este episódio (Jo 8,1-11), melhor do que qualquer outro ensinamento, revela que Jesus é a luz que faz aparecer a verdade. Ele faz aparecer o que existe escondido dentro das pessoas, no mais íntimo delas. À luz da sua palavra, os que pareciam os defensores da lei se revelam cheios de pecado e eles mesmos o reconhecem, pois vão embora, a começar pelos mais velhos. E a mulher, considerada culpada e merecedora da pena de morte, está de pé diante de Jesus, absolvida, redimida e dignificada… continue lendo clicando O encontro de Jesus com a mulher que ia ser apedrejada

pai misericordioso
“Sem dúvida, a parábola mais cativante de Jesus é a do “pai bondoso”, erradamente designada, “parábola do filho pródigo”. Precisamente este “filho mais novo” sempre atraiu a atenção dos comentadores e pregadores. O seu regresso a casa e o acolhimento incrível do pai sensibilizaram todas as gerações cristãs.

Mas também fala a parábola do “filho mais velho”, um homem que permanece com seu pai, sem imitar a vida desordenada de seu irmão fora de casa. Quando o informam da festa organizada por seu pai para acolher o filho perdido, fica irritado. O regresso do irmão não o faz feliz, como seu pai, mas sente raiva “indignou-se e negava-se a participar” na festa. Ele nunca tinha abandonado a casa, mas agora se sente como um estranho entre os seus.

O pai saiu para convidá-lo com o mesmo carinho com que acolheu o seu irmão. Não grita nem dá ordens. Com amor humilde “tenta convence-lo” a entrar na festa de recepção. Então o filho explode revelando todo o seu ressentimento. Ele passou toda a vida a seguir as ordens do pai, mas não aprendeu a amar como ele ama. Agora só sabe exigir os seus direitos e denegrir o seu irmão.

Esta é a tragédia do “filho mais velho”. Ele nunca saiu de casa, mas seu coração sempre esteve muito longe. Sabe cumprir mandamentos, mas não sabe amar. Não entendo o amor de seu pai por aquele filho perdido. Ele não aceita nem perdoa, não quer ter nada a ver com seu irmão. Jesus conclui a parábola sem satisfazer a nossa curiosidade: participou na festa ou ficou de fora?

Envolvidos na crise religiosa da sociedade moderna acostumamos-nos a falar de crentes e não crentes, de praticantes e de afastados, de casamentos abençoados pela Igreja e de casais em situação irregular… Embora continuemos a classificar os seus filhos, Deus ainda está à espera de todos, não é de propriedade dos “bons” ou dos “praticantes”. É Pai de todos.

O “filho mais velho” é uma provocação para aqueles que vivem com ele. O que estamos fazendo nós que não abandonamos a Igreja? Garantir nossa sobrevivência religiosa observando “o recomendável”, ou testemunhar o grande amor de Deus a todos os seus filhos e suas filhas? Estamos construindo comunidades abertas que sabem compreender, acolher e acompanhar aqueles que buscam a Deus entre as dúvidas e questionamentos? Nós levantamos barreiras ou fazemos pontes? Nós oferecemos a amizade ou os olhamos com preconceito?”

transfiguração
Para o homem bíblico, o “monte” era o lugar sagrado por excelência: a meio caminho entre a terra e o céu, era o lugar ideal para o encontro do homem com o mundo divino. É, portanto, no monte que Deus se revela ao homem e lhe apresenta os seus projetos.
Os três discípulos que partilham a experiência da transfiguração recusam-se a aceitar que o triunfo do projeto libertador do Pai passe pelo sofrimento e pela cruz. Eles só concebem um Deus que se manifesta no poder, nas honras, nos triunfos; e não entendem um Deus que Se manifesta no serviço, no amor que se dá. Qual é o caminho da Igreja de Jesus (e de cada um de nós, em particular): um caminho de busca de honras, de busca de influências, de promiscuidade com o poder, ou um caminho de serviço aos mais pobres, de luta pela justiça e pela verdade, de amor que se faz dom? É no amor e no dom da vida que buscamos a vida nova aqui anunciada?
Continua lendo Transfiguração

1º Domingo de Quaresma
No 1º domingo de Quaresma, Jesus sofre três tentações no deserto.
Vamos vê-las e atualizá-las.
Estas três tentações estão sempre presentes na vida da Igreja. Leigos e clérigos são tentados pelo ter, pelo prazer e pelo poder…
Houve uma época em que alguns destes títulos eram comprados, outros negociados. Com as reformas que foram se dando na linguagem e na organicidade da Igreja, estas compras e negociações foram extintas, mas a estrutura permaneceu. Nem o Concílio Vaticano II conseguiu mexer na estrutura eclesiástica da Igreja. Esta estrutura é mantida pelas relações de poder entre os membros e organizações… Continua lendo A experiência de Jesus no deserto

domingo 10

Neste 5º domingo do Tempo Comum continuamos lendo o evangelho de Lucas. A primeira cena apresenta Jesus nas margens do lago de Genesaré com uma multidão que tinha caminhado por longo tempo para escutá-lo proclamar a palavra de Deus.
Possivelmente Jesus se dava conta que não era fácil para essas pessoas ouvir suas palavras. Então, pede para um dos pescadores entrarem na sua barca e afastar-se um pouco da margem.
O púlpito de Jesus é um barco de pesca que pertence a um dos pescadores. Ele apresenta uma nova realidade que não era muito comum nessa época. Não precisa uma sinagoga nem uma vestimenta especial para pregar a mensagem de Deus. Ele se coloca num espaço aberto e de fácil acesso para aqueles que têm interesse em escutá-lo. Não há necessidade de rituais específicos.
Ouviram-no mulheres, pescadores, publicanos, as pessoas consideradas impuras pela lei dos judeus. Perto dele estariam também as que não tinham possibilidade de entrar na sinagoga por causa de uma enfermidade ou por uma determinada situação social: leprosos, paralíticos.
Este profeta não exigia condições: todas e todos tinham possiblidade de escutar sua pregação. Era aberta e inclusiva, não havia discriminação para com ninguém… continue lendo 5º domingo do Tempo Comum

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Uma semana depois da triste noite de Santa Maria, por Leonardo Boff.

Os antigos já diziam:”Vivere navigare est”. Quer dizer, “viver é fazer uma navegação”, curta para alguns, longa para outros. Toda navegação comporta riscos, temores e esperanças. Mas o barco é sempre atraído por um porto que o espera lá no outro lado.
Parte o barco mar adentro. Os familiares e amigos da praia acenam e o acompanham. Alguns deixam cair furtivas lágrimas, porque nunca se sabe o que pode acontecer. E ele vai lentamente se distanciando. No começo é bem visível. Mas na medida em que segue seu rumo parece, aos olhos, cada vez menor. No fim é apenas um ponto. Um pouco mais, e mais um pouco, desaparece no horizonte. Todos dizem: Pronto! Partiu!
Não foi tragado pelo mar. Ele está lá, embora não seja mais visível. É como a estrela que continua a brilhar, mesmo que a nuvem a tenha encoberto. E o barco segue seu rumo.

O barco não foi feito para ficar ancorado e seguro na praia. Mas para navegar, enfrentar ondas, vencê-las e chegar ao destino.

“O importante é saber que do outro lado há um porto seguro”Os que ficaram na praia não rezam: Senhor, livra-os das ondas perigosas. Mas dê-lhes, Senhor, coragem para enfrentá-las e serem mais fortes que elas.

O importante é saber que do outro lado há um porto seguro. Ele está sendo esperado. O barco está se aproximando. No começo é apenas um ponto no horizonte. Na medida em que se aproxima é visto cada vez maior. E quando chega, é admirado em toda a sua dimensão.

Os do porto dizem: Pronto! Chegou! E vão ao encontro do passageiro, o abraçam e o beijam. E se alegram porque fez uma travessia feliz. Não perguntam pelos temores que teve nem pelos riscos que quase o afogaram. O importante é que chegou, apesar de todas as aflições. Chegou ao porto feliz.

Assim é com todos os que morrem. Às vezes é desesperador saber sob que condições partiram e saíram deste mar da vida. Mas o decisivo mesmo é estar seguros que chegaram, sim, que de fato chegaram ao porto feliz. E quando chegam, caem, bem-aventurados, nos braços de Deus-Pai-e-Mãe de infinita bondade para o abraço infinito da paz. Ele os esperava com saudades, pois são seus filhos e filhas queridos navegando fora de casa.

Tudo passou. Já não precisam mais navegar, enfrentar ondas e vencê-las. Alegram-se por estarem em casa, no Reino da vida sem fim. E assim viverão para sempre pelos séculos dos séculos.

(Em memória dolorida e esperançosa dos jovens mortos em Santa Maria na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013).

* Leonardo Boff, teólogo e filósofo, é também escritor. lboff@leonardoboff.com

Lc-4-21-30
Na sinagoga de sua cidadezinha, Jesus havia acabado de ler no livro do Profeta Isaías: O Espírito do Senhor me ungiu para anunciar a boa notícia aos pobres (Lucas 4,16-19). Sentado, observado por todos com atenção, ele proclama: Hoje se cumpriu aos vossos olhos essa passagem da Escritura (Lucas 4,21). Suas palavras despertam admiração e respeito. Mas ao mesmo tempo, escândalo: Não é este o filho de José? (Lucas 4,22)…” Continue lendo clicando O profeta não é bem recebido em sua casa

Jesus anuncia na sinagoga
O evangelho para a liturgia deste domingo inicia com o prólogo da obra de Lucas (1,1-4). Sua intenção fundamental é apresentar a prática de Jesus como fato histórico testemunhado por seus seguidores e suas seguidoras. O destinatário é “Teófilo”, o que significa “amigo de Deus”. Teófilo é toda a pessoa ou comunidade que vier a ler e a viver este evangelho, tornando-se sempre mais amigo e amiga de Deus. Portanto, hoje, “Teófilo” somos nós.
Continue lendo clicando O Espírito do Senhor me ungiu para anunciar aos pobres

Até Natal 2015

2015: NO BRASIL É O ANO DA PAZ25 de dezembro de 2015
Amigo/a, participe das iniciativas da Comissão Justiça e Paz e contribua para o crescimento da cultura de paz

Clicar na imagem para ler o documento da Semana Social Ludovicense, já entregue ao Prefeito

Clicar no marcador de texto para ver o calendário das Quartas de Paz 2014

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