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solidariedade

A Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Luís lamenta parte da reunião ocorrida no Palácio dos Leões, no dia 26 do mês em curso, onde foram proferidos pelo Excelentíssimo Senhor Governador do Estado, o doutor Flávio Dino, conceitos e palavras indelicadas dirigidas ao Padre Roberto Perez, da Pastoral Carcerária deste Estado.

Referida reunião contou com a presença e participação de entidades da sociedade civil, organismos da Igreja Católica e representantes do Poder Público para entrega pelo Excelentíssimo Senhor Secretário de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular, o professor Francisco Gonçalves, ao Senhor Governador Flávio Dino da minuta do Projeto de Lei que cria  Mecanismo Estadual de Prevenção e  Combate à Tortura e o Comitê Estadual de Combate à Tortura, marcando a passagem do Dia Internacional de Combate à Tortura, no último dia 26 de junho.

É do nosso conhecimento que o Padre Roberto Perez teve um contrato com o Governo do Estado do Maranhão, para atuar junto aos presídios, dando assistência religiosa aos presos e presas, o que pode ser comprovado com o testemunho de todos os membros da Pastoral Carcerária, pelos próprios apenados e apenadas do Complexo Penitenciário de Pedrinhas e de todo o Maranhão, trabalho que exerceu, com seriedade e compromisso cristão. Nada de desonesto no exercício dessas funções, uma vez que o referido cargo existia e ainda existe, tanto assim que, desde a demissão do sacerdote, foi contratado para substitui-lo um representante de outra Igreja, cujo trabalho merece, igualmente, nosso respeito. De longe, qualificá-lo com a forma pejorativa de “mensalinho”.

Além do mais, todas as atividades realizadas pelo referido sacerdote, como servidor, ainda que terceirizado, encontram-se devidamente registradas em relatórios  de produtividade enviados, mensalmente, à Secretaria de Estado de Justiça e Administração Penitenciária (SEJAP).

Acrescenta-se, ainda, que o direito à assistência religiosa à pessoa privada de liberdade é consagrado na Constituição Federal e previsto na Lei de Execução Penal, não constituindo, portanto, nenhuma ilegalidade em tal contratação.

Neste momento de achincalhes e dor, este organismo da Arquidiocese de São Luís manifesta sua solidariedade ao Padre Roberto Perez pela forma como teve sua dignidade atingida ao fazer críticas ao Sistema Penitenciário do Maranhão, atitude sem qualquer vinculação política pessoal a grupos de ontem ou de hoje, mas tão somente no sentido de ver acontecer o respeito à dignidade da pessoa humana.

O Padre Roberto Perez, um comboniano dedicado, humildemente, à luta por justiça e paz, tem o seu trabalho reconhecido pelo Excelentíssimo Senhor Arcebispo Metropolitano de São Luís, pela sua competência e conhecimento do Sistema Carcerário do Brasil, vivendo, pobremente, na periferia desta cidade.

Finalmente, afirmamos que o seu compromisso com Jesus Libertador não o moveria a se locupletar com cargos e benesses do Poder Público.

São Luís, 28 de junho de 2015.

Cecília Aparecida Amin Castro

Secretária Executiva da Comissão Justiça e Paz

da Arquidiocese de São Luís

Visto:

Dom José Belisário da Silva

Arcebispo Metropolitano de São Luís

 

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